“Textão” de Facebook nota 10

A cada nova polêmica online, novos “textões” surgem nas redes sociais com ares de autoridade e certeza em seus argumentos. O que mais é visto nessas discussões que eles suscitam é a polarização de opiniões (ignorado o aprofundamento do debate), palavras de baixo calão, além do uso de dados inventados (ou utilizados de fontes não confiáveis). Esse dados inclusive abrem espaço para o surgimento das famosas “notícias falsas”.

Baseadas nesse realidade, as alunas da 2J então desenvolveram um manifesto que pode servir de manual de como tirar nota 10 naquele textão típico do Facebook – em outras palavras, como estruturar uma discussão com qualidade nas redes sociais. Um tema metalinguístico já que utiliza a própria rede para se referir a ela.

Confira o trabalho da Maria Paula Carbone, Fernanda Li Chang, Iris Chadi e Camilla Fonseca, postado no Facebook.

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Lugar de fala. Lugar de escuta

O que falamos e como falamos marca de onde somos e quem somos. É preciso saber falar e saber ouvir. Discussões sobre este assunto são levantadas cada vez mais, especialmente pelas minorias da sociedade.

A expressão lugar de fala tem sido muito usada. Você sabe o que significa? É uma busca pelo fim da mediação. A ideia é que cada um fale por si, que seja protagonista do discurso de seu grupo, da realidade em que vive, da sua luta. E que o outro saiba escutar.

Pensando nisso, Marcella Abizaid, Miguel Dabdab, Valentina De Luca, Helena Araújo e Julia Garcez, criaram um manifesto para Instagram, que une imagens e frase em torno do lugar de fala.

Clique aqui e confira a página do grupo.

lugar de fala

 

O vestibular é (in)justo?

Ele pode causar desespero, ansiedade, febres e constantes dores de cabeça. Dizem que a profilaxia são os estudos, mas alguns dizem que uma boa dose de sorte pode fazer bem.

Segundo especialistas da Santa Casa, a ansiedade é uma das principais responsáveis por problemas de saúde dos vestibulandos (O GLOBO, 2009). Será que faz sentido existir uma prova que cause tantos males aos estudantes, ou esta fase faz parte do aprendizado?

Confira o que pensam algumas alunas da 2B, que escreveram o seguinte manifesto, publicado no Facebook:
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Manifesto elaborado pelas alunas Beatriz de Faria Sousa, Catarina Monteiro, Ellen Munin, Juliana Alouche, Lilian Pereira e Sophia Kerber

Inspira. Expira. Respira

A ansiedade, considerada um mal típico da vida deste século, não ganha tanta evidência quanto deveria na mídia. Por conta disso, os alunos da 2J (Davi Egete, Eleonora Semeraro, Gabriela Leal, João de Deus, Otávio Freitas, Rafael Vitoratto) elaboraram um manifesto sobre este tema e, neste quarto bimestre, fizeram as adaptações de linguagem necessárias para divulgá-lo no Instagram.

Para conferir o trabalho completo acesse: https://www.instagram.com/p/BbPjj-AhvBV/?taken-by=lele_semeraro

Link da imagem clicando aqui

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Documentário: E se?

E se você estivesse no lugar de outra pessoa? Como você pensaria ou agiria?

Dentro do desafio da Oficina de Mídias de criar do zero um documentário, abordando o tema da sexualidade, alunos da sala 1B decidiram entrevistar algumas pessoas e criar uma situação para que pensassem como agiriam.

A ideia do grupo permitiu que quem estivesse assistindo o documentário também se questionasse e participasse da entrevista de alguma forma.

Confira o filme de Gustavo Kawagoe, Leticia Royzen, Letícia Rios, Gabriela Barci, Alexander Sun Fax, Kenzo Imaeda, Gabriel Veloso, Luana Salgueiro.

E você? O que faria?

 

Documentário: Caminhos

As alunas e alunos dos primeiros anos entregaram neste mês seus documentários prontos. Destacaram-se aqueles que tiveram maior cuidado com a forma de tratar o outro e do outro, além da atenção com as imagens e com a proposta estética elaborada no terceiro bimestre.

No post de hoje, apresentamos “Caminhos”, que retrata sobre como é crescer homossexual em uma sociedade por vezes opressora como a brasileira. O filme é dos alunos da 1C, Gabriel Silveira, Gabriel Makoto, Gabriel Galhardo, Lucas Nunes, Lucca Ribeiro, Pedro Amaral, e Pedro Lucena. Vale a pena conferir!

https://vimeo.com/241710067/1584bfae42

 

Marcas podem defender causas?

O gênero manifesto tem como princípio defender uma ideia e convencer o seu leitor de que isso é relevante. A propaganda, por sua vez, também objetiva ser persuasiva, ao convencer a população de consumir algum produto.

Agora, imaginem se as propagandas passassem a ter como conteúdo um manifesto?

Foi exatamente o que as empresas começaram a fazer com mais intensidade há cerca de cinco anos, quando perceberam que os consumidores estão mais exigentes na postura social dos produtores de bens. Dessa maneira, somaram vídeos-manifestos à sua publicidade para divulgar a posição da empresa em determinados assuntos e, assim, atrair mais consumidores que apoiassem essa “causa” em comum.

No quarto bimestre os alunos dos segundos anos devem adaptar seus manifestos em termos de linguagem para alguma rede social. As empresas têm abraçado causas nas redes sociais como forma de agregar valor a sua marca, e, assim, produzem e divulgam manifestos sobre ela.

Algumas marcas têm sido taxadas de oportunistas por apenas comunicar o apoio a uma causa e de fato não fazê-lo. Há um grande questionamento na área de comunicação sobre a coerência entre atitude e posicionamento de algumas empresas.

Dentro do conceito de responsabilidade social privada, um apoio a uma causa deve começar pela própria cadeia produtiva de um produto ou serviço: como exemplo, o não uso de mão de obra infantil ou análoga à escravidão por uma marca que se propõe a combater essas modalidades de trabalho. Quanto a questão é ambiental, o campo é ainda mais farto de boas intenções.

Polêmicas à parte, confira alguma dessas ideias:

Vídeo-manifesto pela Sororidade das marcas da Editora Abril:

Vídeo-manifesto pelas diversas maneiras de ser homem da Natura:

A forma do filme 

Ao escreverem seus projetos de documentários, os alunos e alunas dos primeiros anos tiveram que escrever não só uma sinopse e uma justificativa do tema escolhido, mas também foram desafiados a elaborar uma proposta estética.

A ideia era fazê-los perceber que forma e conteúdo estão mais relacionados do que costumam imaginar, afinal forma é também conteúdo. Para falar disso de modo um pouco mais concreto, apresentamos e debatemos sobre os seis tipos básicos de documentários, dos quais fala Bill Nichols no livro “Introdução ao documentário” (Editora Papirus, 2005).

Recebemos algumas propostas criativas, com a de um grupo da 1M. Segue a proposta das alunas da 1M, Bianca da Cruz, Bianca Kim, Gabriela, Laura, Luiza, Maria Clara e Pietra:

“O tipo do documentário será entre o poético e o expositivo, já que a emoção é mais importante que o raciocínio, mas apresentará over voice. Nosso projeto audiovisual consistirá em um fundo de cor neutra, apenas com uma menina alegre vestida de modo diferente do que os padrões de beleza impõem. Algumas palavras que descrevem a beleza de uma adolescente estereotipada irão aparecer ao lado da garota (como olhos claros, cabelo liso, magra, entre outros) e sua expressão facial irá entristecer conforme mais comentários são ditos e tomam conta da tela, até ficar tudo preto, com um efeito sonoro de uma máquina terminal de UTI. Após alguns segundos aparecerá uma frase de impacto e, em seguida, outra frase que conscientize as pessoas a se livrarem de rótulos.”

As alunas ainda utilizaram algumas referências que você pode conferir aqui:

Tropicália: a geléia geral entre local e o global

O que Vicente Celestino e os Beatles têm em comum? Foi abrindo as portas do Brasil para a música estrangeira, e procurando absorver de forma antropofágica as culturas brasileira e internacional, que o movimento tropicalista lançou seu disco-manifesto “Tropicália ou Panis et Circenses” há 50 anos. O cenário político brasileiro era a ditadura militar; mas as percepções sociais sobre a arte viviam uma polarização como hoje.

Não à toa, vinte anos após a primeira publicação, Caetano Veloso decidi relançar às prateleiras o livro “Verdade Tropical”, que conta sobre o período num olhar minucioso. O debate da censura voltou à tona em pleno 2017, em um cenário rodeado pela instabilidade da discussão sobre o nu, o sexo e arte, a quase extinção do Minc, a recomendação da prefeitura de evitar manifestações políticas em shows da Virada Cultural paulistana, o impedimento de um show de Veloso no acampamento do MTST.

O primeiro contato dxs alunxs do segundo ano com manifestos foi através da canção Panis et Circense, do período da Tropicália protagonizado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Rita Lee, Glauber Rocha, Rogério Duprat e Torquato Neto. Além da leitura do Manifesto Tropicalista publicado no jornal pernambucano “Jornal do Comércio”.

O movimento Tropicalista teve seu estopim na música, mas logo se alastrou pelo teatro, cinema e artes plásticas – um ciclo que influenciava e era influenciado por outros artistas como José Celso Martinez Corrêa, cineastas do Cinema Novo e Hélio Oiticica.

 

Assista ao vídeo de divulgação do lançamento de “Verdade Tropical” após 20 anos:

Confira também a semana de filmes do movimento Tropicalista promovida pela Tate Modern, em Londres, aqui.

Elxs que contam

No post de hoje, decidimos seguir o que a maioria dos alunos e alunas dos primeiros anos estão fazendo, e dar voz aos jovens nos documentários.

Na verdade, quem deu essa voz foram os diretores dos documentários indicados abaixo, os quais tornaram os jovens protagonistas do filme para que contem suas histórias, suas aflições, suas perspectivas, de jovem para jovem.

Aproveitem!

Pro Dia Nascer Feliz (2007)– João Jardim conta a história de jovens de diferentes classes, raças, que moram em diferentes estados e estudam na rede privada e pública de ensino. A ideia do diretor foi evidenciar a desigualdade brasileira a partir do cenário educacional.

Meninas (2006)-  A partir dos relatos de jovens que engravidaram na adolescência, a diretora Sandra Werneck registra a trajetória da gravidez e toda a mudança sofrida pelas mães. O documentário surge como um alerta da importância de se debater a sexualidade no ambiente de educação infantil e de adolescentes.

 

Acabou a Paz – Isto aqui vai virar o Chile (2016)- Lembram-se das escolas ocupadas em São Paulo? Neste documentário de Carlos Pronzato, a saga dos estudantes secundaristas de São Paulo por uma educação de qualidade é abordada a partir de seus relatos. O levante do segundo semestre de 2015 contra o fechamento de 94 escolas culminou na ocupação de mais de 200 que seriam afetadas pelas ações do Governo do Estado de São Paulo.

 

Lute como uma menina (2016)- Com a direção de Flávio Colombini e Beatriz Alonso, em parceria com o cinegrafista Caio Castor, dos Jornalistas Livres, o documentário aborda também a luta dos secundarista nas escolas ocupadas de São Paulo em 2015, mas agora pelo visão das meninas. Com os relatos das lideranças femininas do movimento, o filme aborda a relfexão do feminismo e a energia do movimento das jovens mulheres que protagonizaram muito episódios desse momento da história